Vela e Lamparina

As velas e as lamparinas que se acendem são símbolos do nosso espírito e da nossa alma, que devemos acender com a chama celeste. Quando os tivermos acendido, também poderemos acender outros espíritos e outras almas à nossa volta, tal como acontece nas igrejas na manhã de Páscoa. Cada fiel tem uma vela na mão; o sacerdote começa por acender um círio, o oficiante mais próximo, que o assiste, acende nele o seu; depois, um a seguir ao outro, cada fiel acende a sua vela na de quem está ao seu lado. Assim, dir-se-ia que o fogo, passando de mão em mão, está em andamento, até que a igreja fica cheia de uma imensidão de pequenas chamas. Numa Escola Iniciática, nós aprendemos a acender o nosso espírito e a nossa alma no fogo divino. E, depois de os termos acendido, alimentamos continuamente a sua chama, para que outros espíritos e outras almas possam vir acender-se também nesse fogo. MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A Transmissão

A Transmissão

"No entanto, quando se inclinava sobre um doente em total concentração, adquiria a antiguidade de uma tartaruga; nessa altura era fácil acreditar que tinha muitos anos nas costas. Ela observava-o admirada enquanto ele examinava a urina dos seus pacientes num copo e, pelo cheiro e pela cor, era capaz de determinar males ocultos, ou quando estudava as pupilas com uma lente de aumento para deduzir o que faltava ou o que sobrava no organismo. Às vezes limitava-se o colocar as mãos sobre o ventre ou a cabeça do doente, fechava os olhos e dava a impressão de se perder num longo sonho.
- O que estavas a fazer? - perguntava-lhe depois Eliza.
- Sentia a sua dor e transmitia-lhe energia. A energia negativa provoca sofrimento e doenças, a energia positiva pode curar.
- E como é essa energia positiva, Tao?
- É como o amor: quente e luminosa."

in "A Filha da Fortuna", de Isabel Allende.

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sábado, 13 de outubro de 2018

Outono - Elemento Metal

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Outono - elemento metal
Estação de mudança.
A mudança está no coração da matéria e é uma presença constante em todos os seres vivos. As folhas secam e caem e as sementes são lançadas à terra.

É uma época de contemplação.
O clima e a secura dão-nos tristeza e pesar. 


A cor associada ao elemento metal é o branco. No Oriente símbolo de morte e luto - Esta morte é vista como parte de um ciclo recorrente; impele a aceitação de uma limpeza saudável, um varrer do que está velho.

O sabor do Outono é o picante e os órgãos correspondentes a este elemento são os pulmões e intestino grosso, órgãos de eliminação.

Devemos substituir as refeições frias do Verão por refeições quentes e bem cozinhadas.

Os pulmões regulam o Chi, a respiração e a circulação da água no corpo, também controlam o tecido epidérmico. São o lar do instinto, o sentido que ajuda a detectar o perigo.

Relógio biológico: 


3.00 - 5.00 pulmão

5.00 - 7.00 intestino grosso

O pulmão e o intestino grosso adoecem com a tristeza, injustiça e decepção. Neutralizamos esta negatividade sorrindo para os respectivos órgãos.

Imaginemos a frescura da montanha e uma cor branca que irradia luz do pulmão para os rins.



Pesquisa, compilação, e orientação do ramo, Jorge Fernandes

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Equilíbrio

Equilíbrio (harmonia) entre o Corpo Humano e a Energia

"O jovem aprendeu que o corpo humano se compõe de cinco elementos, madeira, fogo, terra, metal e água a que estão associados cinco planetas, cinco condições atmosféricas, cinco cores e cinco notas. Através da utilização adequada das plantas medicinais, acupunctura e ventosas, um bom médico podia prevenir e curar diversos males, e controlar a energia masculina, activa e leve, e a energia feminina, passiva e escura - yin e yang. No entanto, o objectivo dessa arte não era tanto eliminar doenças mas manter a harmonia. «Deves escolher os teus alimentos, orientar a tua cama e conduzir a tua meditação de acordo com a estação do ano e a direcção do vento. Dessa forma estarás sempre em consonância com o universo», aconselhava-o o mestre."

in "Filha da Fortuna", de Isabel Allende

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O Início

O Início 


Onde se inicia a nossa energia física que dá origem a toda a energia espiritual? Também pode ser ao contrário pois a Energia é dinâmica e emana das mais variadas fontes, sejam elas telúricas, mentais ou espirituais. Basta estarmos atentos e ouvirmos o nosso coração.

Omraam Mikhäel Aïvanhov, a propósito da Fonte Energética e do cuidado que devemos prestar ao nosso corpo encarnado e aos seus mais ínfimos "componentes", diz o seguinte:

"Vós procurais Deus... Mas Deus é infinitamente grande e não conseguireis chegar até Ele se não começardes por ocupar-vos do infinitamente pequeno. E o que é o infinitamente pequeno? A célula. O nosso corpo é feito de uma multidão de células e cada uma delas é uma entidade viva, uma pequena alma com a seu individualidade própria. Por isso, em vez de irdes em busca da imensidão, onde ireis perder-vos, concentrai-vos nesse povo que habita em vós.

Entre todos os exercícios que podeis fazer, um dos mais benéficos é o de vos concentrardes todos os dias nas vossas células. Pensai como purificá-las, fortalecê-las, iluminá-las, e sentireis que começais a tocar a Divindade que é, ela própria, pureza, força, luz."

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Que tipo de trabalho?


"Só por hoje, faça o seu trabalho honestamente"


Este é um dos princípios do Reiki. Foi certamente o que me deu mais "trabalho" porque não o compreendi logo à primeira.

Aí está: trabalho. Que tipo de trabalho?  

Sempre fui uma pessoa diligente, preocupada, focada em todos os aspetos da minha vida, pelo que, em consequência, estava a fazer um bom trabalho. 

Compreendi, de repente, como se de uma epifania se tratasse, que era o Trabalho de mudança interior, de mudança de perspectiva em relação a muitas situações da vida, a alteração do modo de compreender os outros e de me colocar no seu lugar, o abandono do julgamento dos outros, a perda de medo do que os outros pensavam de mim. Lenta e paulatinamente fui largando a mochila que me pesava nos ombros e iniciei o Caminho. 

Desconstruí aprendizagens antigas, coloquei-me questões, revoltei-me contra mim própria, fracassei. Todo o percurso de desconstrução é árduo. Crescer não é fácil, não é isto que dizemos aos jovens?

Também nós temos que fazer o nosso crescimento sob pena de estagnarmos na modorra e na tristeza da ignorância. É preciso alimentar o nosso "Chi" interior e expandi-lo na mesmíssima proporção em que expandimos o nosso intelecto e a nossa compaixão.

"Se a nossa existência se converter numa coisa passiva, que os outros estabelecem por nós, nunca conheceremos a liberdade de sermos nós mesmos nem os benefícios da peregrinação para o próprio centro.";

 "Peregrinar em direção a nós mesmos requer confrontarmo-nos na solidão com as nossas próprias contradições" e

 " Mas se soubermos ouvirmo-nos, encontraremos novamente o nosso caminho no nevoeiro" in  "A Cura Espiritual de Siddhartha - A Sabedoria de Hermann Hesse", de Allan Percy.

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